Jornalista dedica parte de seu tempo para causa humanitária em prol do transplante de medula óssea.

Leucemia e linfoma são dois fantasmas da medicina que aterrorizam pais no mundo inteiro, que temem pela saúde de seus filhos, vulneráveis a esses tipos de câncer no sangue, muitas vezes curáveis apenas através de um transplante de medula óssea.

O problema é que nem sempre se encontra um doador compatível em tempo.

Esse foi o caso de Icla da Silva, uma brasileira de Maceió, que faleceu com leucemia, aos 13 anos, em 1992, em Nova York, onde buscava um doador.

Nunca encontrou, mas partiu, deixando uma missão, que hoje faz parte da vida de Carlos Wesley, representante em Miami da Fundação Icla da Silva, atualmente o maior centro de recrutamento do registro nacional de doadores de medula óssea nos Estados Unidos, conhecido como “Be the Match” (“seja compatível”).

A Fundação, baseada em Nova York, completa 21 anos em 2013. E há cinco, conquistou o coração e dedicação do jornalista carioca, casado há 20 anos e pai de duas crianças saudáveis, Bruno, hoje com 15 anos, e Carolina com 8.

Logo que chegou na Flórida, estava em um evento, e conheceu Airam da Silva, irmão de Icla, que hoje dirige a entidade com o nome de sua irmã

Wesley escreveu uma matéria sobre o assunto e uma família de Dallas, no Texas, leu e entrou em contato com a Fundação.

O menino que precisava do transplante tinha 6 anos e se chamava Bruno.

“O mesmo nome do meu filho”, diz Wesley. “Eu realmente me envolvi e fiquei muito impressionado com o trabalho da Fundação desde o primeiro momento que conheci o presidente [Airam da Silva] e o trabalho que realizam”.

A Fundação Icla da Silva conseguiu 40 mil doadores nos Estados Unidos no ano passado, e muitos vieram através do empenho de Wesley, que mantém uma presença ativa na comunidade brasileira do Sul da Flórida e acaba de mandar 88 novos formulários preenchidos durante uma campanha recente no Consulado Geral do Brasil em Miami.

“O consulado em Miami tem sido um grande parceiro da Fundação”, diz Wesley. “Através desta aliança com o cônsul-geral , embaixador Hélio Vitor Ramos Filho, que sempre abre as portas para realizarmos as campanhas, a gente consegue encontrar mais brasileiros”.

E são especificamente os brasileiros e outras minorias étnicas que Wesley procura diariamente para aumentar as chances de compatibilidade, que depende da genética e raça do indivíduo.

 Das 10 milhões de pessoas registradas no banco de doadores aqui nos EUA, oito milhões são americanos caucasianos, diz Wesley.

Isso dificulta as chances de compatibilidade.

“Nós [brasileiros] somos uma mistura de raças. Somos europeus, africanos, índios, então, para um paciente brasileiro é mais difícil encontrar um doador compatível”, diz. “Por esse motivo, precisamos registrar mais e mais brasileiros dessas misturas. São vidas que estão sendo salvas, são pessoas que estão tendo essa segunda oportunidade na vida porque conseguem encontrar, dentro do registro de doadores, um doador compatível”.

Wesley manda para a sede da Fundação em NY, em média, de 200 a 250 formulários todo mês.

Ele diz que a satisfação de poder salvar uma vida não tem preço

“Acho que nosso primeiro trabalho é educar e informar que qualquer pessoa pode fazer a diferença dentro da nossa comunidade, sem pagar nada”, diz.

O processo para se tornar doador aqui nos Estados Unidos é simples: preencher um formulário com dados básicos, como endereço e telefone para que o doador possa ser encontrado no caso de compatibilidade, e passar quatro cotonetes na parte interna da bochecha.

Com isso, as informações entram no banco de dados nacional e ficam disponíveis para pacientes no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde a Fundação e seus representantes, como Wesley, também atuam e auxiliam pacientes que necessitam de um transplante de medula óssea com informações, contatos e, principalmente, na busca por doadores compatíveis.

E, para Wesley, não há nada melhor do que a sensação de missão cumprida quando um paciente encontra um doador compatível. “Quando você vê uma mãe e um pai com um filho no leito de um hospital esperando um doador sem poder fazer nada, você coloca seus problemas na perspectiva certa. A Fundação me dá a oportunidade de agradecer tudo que Deus tem me dado”, diz Wesley, que hoje, aos 47 anos, divide seu tempo entre a Fundação, seu outro trabalho como coordenador de mídia digital da HBO em Miami e sua família. “Eu tenho que agradecer a Deus diariamente e eu agradeço diariamente por tudo que Ele me deu: uma família maravilhosa, filhos saudáveis, meu trabalho e amigos. Às vezes, a gente chega num hospital para confortar uma família e são eles que nos confortam”.

Fonte: Portal IG

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3 Comentários em "Trabalho de Brasileiro em Miami Salva Vidas de Crianças no Mundo"

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Fabiola
Visitante

Ola meu marido e medico e gosaria de saber se ele poderia de alguma forma trabalhar nos EUA, talvez pudesse entrar em contato com esse senhor do trabalho de medula óssea.Att, Fabiola

regina akim santos
Visitante

gostari muito de encontra reginaldo manito pinheiro,que esta nos estados unidos a ultima noticia que tive que ele morava new jesery

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