A notícia de que a polícia americana teria encerrado as investigações sobre o desaparecimento da estudante paranaense Carla Vicentini, de 23 anos, revoltou a família. Carla está sumida desde fevereiro de 2006, quando foi vista pela última vez saindo de um bar em Newark na cidade americana de New Jersey, nos Estados Unidos. Desde aquela época, polícia e família não têm notícias sobre o paradeiro da estudante de Goioerê, no Noroeste do estado.

A informação foi dada à família por um repórter americano. O argumento usado pela polícia para encerrar as investigações seria de que a estudante estaria viva, teria desaparecido por vontade própria e que não queria se comunicar com a família. “A notícia caiu como uma bomba, apesar de já esperar por algo parecido tendo em vista que nunca passaram informação concreta sobre as novidades do caso. Ela não seria capaz de fazer isso. Conheço a minha filha”, rebateu a mãe de Carla, Tânia Maria Pereira Vicentini.

Segundo ela, após receber a notícia sobre o arquivamento do caso, tentou entrar em contato por telefone e e-mail com autoridades americanas e brasileiras, mas não conseguiu retorno. “Na delegacia ficou o jogo de empurra-empurra e não tive nenhuma informação. Mandei um e-mail pedindo explicações, mas também não recebi nenhuma resposta. No Itamaraty, eles não resolvem nada, já estou desanimada, é sempre a mesma conversa”, diz.

Tânia conta que o repórter questionou as autoridades sobre os rumos das investigações que teriam sido feitas anteriormente pelo detetive Evandro Saramago, responsável pelo caso. “Como ele deixou as investigações e foi para uma missão do exército americano, na Alemanha, o argumento da polícia, é de que ninguém tem acesso às informações”, explica Tânia. Ela acredita que o caso foi encerrado por conta das investigações de Saramago. “Se eles têm tanta certeza de que ela está viva, porque não mandam o endereço dela. Se depender das investigações dele, o caso nunca será solucionado”, critica.

Para ela, a maior decepção é de não receber há mais de um ano qualquer tipo de informação e ainda, o caso ser encerrado sem que a família soubesse. “O mínimo que a polícia deveria ter feito é de comunicar à família, antes de abandonar as investigações. O que eles fizeram é desumano”, lembra Tânia que se diz indignada com a polícia americana. “Em todas as vezes que entramos em contato sempre houve a argumentação deles de que estavam trabalhando, mas nunca apareceu nada de concreto. Eles faziam de conta que estavam trabalhando e eu fazia de conta que acreditava”, ironiza a mãe.

Tânia lembra que mesmo com arquivamento do caso, vai continuar lutando para rever a filha. “Vou continuar batalhando com minhas próprias armas até encontrar a Carla”. Há um ano e cinco meses sem ter notícia da filha, Tânia conta que já procurou ajuda até da paranormal americana Beth Berry, para ter informações da filha. “Ela disse que Carla está viva, morando em Boston, Massachusetts, e que estaria envergonhada de não conseguir vencer alguns obstáculos e, por isso, teria se isolado da família. Com essas informações, comecei a procurar por ajuda de quem mora em Boston e possa ter visto Carla. Ela não virou fumaça”, diz Tânia.

Conforme a assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, o Departamento de Assistência Consular do Itamaraty, não recebeu informações sobre novidades do caso da estudante paranaense desaparecida nos Estados Unidos.

Quem tiver informações que possam ajudar a família podem entrar em contato diretamente com Tânia Vicentini, pelo e-mail: taniavicentini@hotmail.com

Qualquer informação que leve ao paradeiro de Carla Vicentini deve ser enviada ao Departamento de Polícia de Newark, através do telefone (973) 733-4336 ou a Unidade de Pessoas Desaparecidas pelo tel.: 1(800) 709-7090.

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