Fonte:  Comunidade News

Lançado em Chicago, serviço recebe ligações de todo o país e responde até em português.

Um serviço inédito no país está ajudando familiares de imigrantes detidos a obterem informações que antes se configurava uma tortura psicológica. Além de terem seus entes queridos na fila da deportação, muitos simplesmente não tinham como saber o que estava de fato acontecendo.

Chicago é a primeira cidade no país a oferecer a linha (855) HELP-MY-F(family) ou (855) 435-7693. O serviço funciona 24 horas por dia e foi iniciado por grupos de defesa dos imigrantes em resposta ao grande aumento nos casos de deportação nos últimos cinco anos.

Segundo a rede NBC, 48.330 imigrantes foram deportados deixando cerca de 80.550 crianças sem um dos pais.

O serviço, que acabou de passar por um período de um mês de teste, foi modelado com base em outros semelhantes destinados aos mendigos e as vítimas de violência doméstica, onde as pessoas que ligam recebem aconselhamento e são direcionados a ajuda legal ou agência de advogados.

Criado pela Coalizão para os Direitos de Imigrantes e Refugiados de Illinóis (ICIRR sigla em inglês), a Linha de Suporte de Familiares de Deportados usa voluntários para o atendimento das ligações. Durante o período de teste, 67 voluntários responderam a 173 ligações em todo o país que buscavam por orientação sobre as leis de deportação.

“Nós tivemos ligações de Nova Iorque, Nova Jersey, Califórnia e Carolina do Norte”, disse Dagmara Lopes, que coordena as ligações. “Uma manhã nós tivemos cerca de 50 ligações em uma hora”.

Voluntários respondem às ligações com uma lista de perguntas que determina se a pessoa que liga irá ser direcionada para um advogado, um serviço social ou um consulado mexicano de Chicago. Ligações durante o período de teste incluíram um homem de Chicago que perguntou se ele poderia ser deportado sendo o único provedor de duas crianças nascidas nos Estados Unidos. Uma mulher de Bolingbrook queria informações se o namorado, que foi preso duas semanas antes, havia sido deportado.

O serviço treinou 67 voluntários que falam inglês, espanhol, koreano e português. A iniciativa inclui parceria com 17 escritórios de advogados, 35 serviços sociais e com o Centro de Justiça de Imigração Nacional.

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.

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