Fonte:  Comunidade News

A formação é clássica, mas Lilly Abreu dá nova roupagem para a MPB.

Ela tem voz aguda, formação clássica mas adora interpretar música popular brasileira. Estamos falando de Lilly Abreu, cantora que despontou na cena musical da capital carioca e que atualmente faz sucesso nos Estados Unidos.

A explicação para uma soprano gostar tanto de cantar MPB é dada pela própria cantora. Com bacharelado e mestrado em canto clássico, Lilly teve a oportunidade de participar do extinto Maite-Tchu, grupo vocal com três mulheres e dois homens. Os arranjos para a MPB despertaram algo diferente na cantora.

“Me deu um gostinho de cantar música brasileira”, disse ela, não escondendo que aprecia a informalidade do ritmo. Segundo ela, a MPB permite falar de coisas da realidade brasileira.

Enquanto curtia a fantástica experiência, foi convidada pelo falecido Marcos Leite, diretor do Garganta Profunda, para uma audição. A música escolhida foi “Summertime”, do brilhante George Gershwin.

Mesmo com tantos acontecimentos fascinantes em termos musicais, Lilly decidiu pelo mestrado nos Estados Unidos, no ano de 1993. Em Pittsburgh, Pensilvânia, foi convidada pelo músico Rick Porcell para interpretar a antológica Garota de Ipanema. Era sempre chamada por ele para cantar em barzinhos. O repertório, cuidadosamente selecionado, era feito de MPB, sem dúvida.

Apesar de saber que é em Nova Iorque onde a cena musical faz e acontece, Lilly optou por Pittsburgh, considerada por ela mais calma para criar os dois filhos, então adolescentes quando chegou no país.

O Público Canta Aplausos para a Soprano

A voz de Lilly é aplaudida pelo público e pela crítica. O Los Angeles Times não poupou elogios, dizendo que a brasileira tem voz cristalina e personalidade marcante. A soprano tem em George Gershwin e Cole Porter seus preferidos. Já se apresentou como solista com orquestras e coros no Brasil, Estados Unidos, França, Espanha, Portugal e Argentina.

Sempre que possível, Lilly vai ao Brasil para cantar e também assumir a função de dubladora de grandes produções da Disney. Formada em Letras Português/Inglês, decidiu aplicar os conhecimentos de cinco anos para cá, na Universidade de Pittsburgh. “Adoro”, confidenciou ela, sobre o prazer de divulgar nossa língua. Paralelo às aulas, montou um workshop em língua portuguesa, realizado uma vez por semana. As aulas de canto ficam reservadas para a Carnegie Mellon.

A agenda tão apertada permite ainda alguns concertos locais. Um deles será no dia 14 próximo. Há cerca de duas semanas interpretou as famosas Bachianas, de Villa-Lobos, num concerto beneficente para um hospital do Haiti, país assolado por um terremoto. Além de todas estas atividades, a artista ainda encontra tempo para soltar a voz na Pittsburgh Opera.

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.  Leia outros artigos da Comunidade News.

Deixe um comentário

Seja o Primeiro a Comentar!

avatar
wpDiscuz