O jornal The New York Times publicou uma reportagem em sua capa,  revelando o drama real de jovens imigrantes que foram separados de suas famílias após deportações, mostrando a foto do reencontro entre  as brasileiras Renata e Gorete Teodoro depois de seis anos. Renata viajou de Boston e a mãe do Brasil até a fronteira dos Estados Unidos com o México, porém o abraço foi separado pela cerca que divide os dois países.O encontro entre pais e filhos na fronteira – separados por muros e grades – faz parte das programações da Students Immigrant Movement (SIM) para mostrar o lado obscuro de quem perde o convívio com a família.

Gorete, 52, trouxe fotos, presentes e uma carta da filha mais nova que voltou para o Brasil quando ela e o marido foram deportados em 2007.  Já Renata presenteou a mãe com a cópia do documento que a regulariza no país.

Renata é uma das líderes do SIM e foi beneficiada pelo ato executivo do presidente Barack Obama no ano passado quando jovens estudantes obtiveram o direito de ficar no país por dois anos legalmente, com a possibilidade de renovação da permanência por um período igual. Embora a jovem de 25 anos agora possa trabalhar e estudar nos Estados Unidos, ela não tem autorização para sair do país.

Mesmo com a deportação dos pais, Renata, que foi trazida para os Estados Unidos aos 6 anos,  decidiu ficar para lutar pelo sonho americano. Na época, ela  tinha acabado de ingressar na Universidade de Massachusetts, em Boston.

Para Renata, o reencontro com a mãe foi frustrante. “Quando você recebe prêmios e se forma no ensino médio, é revoltante ter que mostrar tudo através da cerca”, desabafou. “Muito revoltante na verdade”, acrescentou.

Outros três jovens  reencontraram as mães  que vieram da  Colômbia, Guadalajara e México. Uma viatura da Patrulha da Fronteira observou os encontros de longe. O grupo, assim como Renata, juntou dinheiro por aproximadamente dois meses para custear a viagem dos pais.

O manifesto foi organizado pelo United We Dream e aconteceu, coincidentemente, no mesmo dia em que o Obama exigiu que o Congresso dos EUA avance na reforma imigratória.

 

Fonte: Beto Moraes

 

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