Daqui a alguns anos, predizem os futurólogos, metade dos EUA vai falar espanhol. Esta previsão pode estar de acordo com uma análise lógica do forte processo de imigração e crescimento da população hispânica no país, mas não é totalmente verdadeira.

Não quero entrar na discussão se existem ou não meias verdades, mas o fato é que, apesar de lógico, o processo que transforma imigrantes em cidadãos de um outro país não existe sem efeitos diretos, ou seja, ele deve coexistir.

Do outro lado desta moeda está um Estado-Nação cada vez mais diversificado e, por isso, enfraquecido. O desafio que isto gera é que o ser humano não consegue se entender sem ele. E isto é fundamental para esta análise.

O fato é que este Estado-Nação carrega interesses nacionais históricos e fundamentais que, uma vez extintos, transtornam a percepção da realidade, algo importante para a saúde psíquica de qualquer pessoa. Em outras palavras, o mundo não pode ser globalizável como queremos, ou seja, totalmente.

A questão é que é justamente nesta reação previsível e humana em prol de sua saúde psíquica que as pessoas tem revelado posições xenófobas. Ou seja, não deveria surpreender a vontade de ficar sozinho em seu próprio país.

Não estou dizendo que isto justifica agressões e outros crimes, mas apenas levantando uma reflexão que entendo como útil para nos auxiliar, como proponho nesta série de textos, que nos tornemos um novo sujeito, um sujeito reflexivo.

Esta mudança carrega em si um potencial de transformação que pode fazer toda diferença em nosso dia a dia e, mais que isso, dar-nos capacidade de sobreviver aos imensos desafios que a vida em outro país nos propõe, até mesmo para quem já conseguiu se estabelecer e ter segurança.

Isto vale também para quem imagina que um começo errado, em qualquer sentido, pode atrapalhar esta missão. Este começo será impossível mudar, mas poderemos sempre fazer um novo para  termos também um novo fim.

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