Fonte: Comunidade News

Gabriela Porto foi uma da alunas que se escondeu de atirador dentro de sala.

O casal Arnaldo e Alessandra Porto, residente de Newtown, CT, acordaram na última sexta-feira, 14, sem imaginar o que estaria para acontecer na escola onde a sua filha Gabriela Porto, 9, estuda há quatro anos.

Neste dia, Adam Lanza, 20, entrou na escola Sandy Hook por volta das 9h30 da manhã e abriu fogo contra alunos e funcionários, deixando uma cena que o legista, Wayne Carver II, descreveu como a pior que já viu em trinta anos de profissão. 20 crianças e seis adultos mortos. As crianças tinham de três a onze marcas de tiros feitos por um rifle semi automático disparado a queima-roupa.

Alessandra, que mora próximo a escola, conta que no dia do massacre, por volta da 10h04 da manhã, recebeu um aviso automático enviado aos país dos alunos avisando que a escola havia sido trancada devido a existência de um suspeito não identificado na cidade e que ela devia ir buscar a sua filha. No primeiro momento Alessandra não imaginou que seria algo grave pois esta não era a primeira vez que avisos como este haviam sido enviados aos pais.

Poucos minutos depois, uma das professoras da escola ligou dizendo que estava com sua filha e que uma pessoa havia entrado na escola atirando. Minha reação não foi de desespero pois eu tinha escutado a voz da minha filha conversando ao lado”, contou Alessandra em entrevista ao COMUNIDADE NEWS.
A brasileira, que mora nos Estados Unidos há 14 anos, disse que seguiu para a escola e no caminho já notou a grande movimentação de carros de polícia.

Quando chegou, todas as crianças estavam dentro da estação do corpo de bombeiros que fica próxima a escola. “Minha filha veio com a professora mas ela não sabia exatamente o que havia acontecido”, conta Alessandra acrescentado que a professora estava extremamente abalado e falou para ela que um atirador havia matado alguém dentro da escola.

Professora escondeu alunos

Assim como outras vinte crianças, Gabriela estava dentro da sala de música assistindo a um filme quando os disparos começaram. Ela contou a mãe que ouviu um tiro pelo sistema de alto-falante da escola. Neste momento, a professora trancou a porta da sala e levou todas as crianças para dentro de um anexo da sala onde são guardados os instrumentos musicais. “Minha filha contou que as crianças começaram a chorar assustadas mas ela pediu que todos ficassem calados e deu balas para eles”, relata Alessandra.

Depois de um tempo no local sem fazer barulho, Gabriela disse que escutou quando alguém bateu na porta da sala. Ela não sabe se foi o atirador ou se foi a polícia. Momentos depois a polícia bateu na porta e se identificou. “Graça a Deus ela não chegou a presenciar nada na escola”, disse Alessandra.

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.

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