Fonte: Comunidade News

Com carreira bem sucedida em Nova Iorque, Fluvia Lacerda agora expande para o Brasil.

Assim como milhares de imigrantes brasileiros, Fluvia Lacerda fez serviço de faxina, limpou restaurantes e trabalhou como babá.

Mas a vida de Fluvia estava mesmo destinada a mudar radicalmente. Depois de cinco anos no país, a brasileira estava dentro de um ônibus em Manhattan quando uma editora de moda se aproximou e perguntou se ela já havia pensado alguma vez em seguir a carreira de modelo plus size.

“Achei que era piada. Ela me deu o cartão e disse que trabalhava para uma revista e que eu tinha todo o perfil, tinha um rosto e corpo perfeito para isso. Ela me indicou várias agências que tinham essa sessão que agencia modelos plus size. Aí fui para casa, pensei e decidir e ver qual era”.

Fluvia visitou três agências em Nova Iorque e todas ofereceram contrato para ela. Nos dois primeiros meses ela pensava que faria algum dinheiro extra para ajudar a pagar as contas, mas a carreira deslanchou rapidamente com diversas viagens de trabalho. Três meses depois a brasileira já havia abandonado todos os outros trabalhos para se dedicar totalmente à carreira de modelo.

Um dos pontos altos de sua carreira foi um trabalho feito para a revista Vogue da Itália, uma das mais importantes publicações de moda do mundo.

Seus trabalhos já a levaram para diversos países como França, Alemanha, Austrália e México.

Quanto à profissão de modelo plus size, estigmatizada em muitos lugares, Fluvia diz que no Brasil ainda existe preconceito, mas que nos Estados Unidos é mais profissional. “No Brasil a gente ainda escuta coisas como ‘ai que rosto lindo’, acabou aí a frase. É como se você fosse só uma cabeça, mas não tivesse corpo”, diz.

Ela pode não se encaixar no padrão 90cm de busto, 60cm de cintura e 90cm de quadril, mas tem o corpo como principal ferramenta de trabalho, assim como as tops de alto escalão que atendem à rigidez das passarelas. Com isso, Fluvia também leva uma vantagem com relação às colegas de profissão – longe das dietas, afirma, com uma tranquilidade de fazer inveja à maioria das mulheres, que come tudo o que tem vontade.

Ela é considerada precursora do segmento plus size no Brasil. Nascida em Roraima é filha de uma bailarina e de um artesão – ambos magros -, Fluvia conta que é a “única gordinha da família”. Mas, contrariando os estereótipos e preconceitos comuns, afirma que nunca se sentiu inferior por conta do seu peso. “Sempre questionei muito essas paranoias que são empurradas ‘goela’ abaixo da mulherada. Eu nunca consegui agir como se eu fosse menos do que outra mulher por ela ser magra.”

De faxineira para modelo, a vida melhorou bastante. Agenciada pela Ford nos Estados Unidos, chega a ganhar US$ 20 mil por campanha. Aos 32 anos, mora em Jersey City com a filha, de 12, mas sempre com um pezinho no Brasil. Em passagem pelo Brasil recentemente ela fez o lançamento da sua própria coleção, De Onde eu Vim by Fluvia Lacerda, em parceria com a grife La Mafê, e orgulha-se de ter participado de todo o processo de produção das peças, que buscam traduzir o próprio estilo.

 

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.

 

 

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3 Comentários em "Ex-faxineira, Brasileira Hoje Ganha 20 mil por Contrato como Modelo em Nova Iorque"

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Sousa
Visitante

Então voce teria surgestões de site para que eu possa pesquisar oportunidades de trabalho na internet.

grato,

Sousa

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