Fonte: Comunidade News

Documentário será exibido em diversos países.

A organização Brasil em Mente, com sede em Nova Iorque, irá lançar no início de dezembro o documentário BraZil com S. O filme, que tem 32 minutos de duração, mostra entrevistas de personalidades, pais, avós e professores brasileiros radicados nos Estados Unidos falando sobre a importância que eles veem em preservar o aprendizado do idioma com os filhos, a maioria nascidos no país.

O projeto levou um ano para ser concluído e contou com o apoio financeiro do consulado do Brasil em Nova Iorque dentro do Programa de Difusão da Língua e Cultura. Segundo Felícia Jennings-Winterle, coordenadora do Brasil em Mente, a ideia do documentário surgiu em outubro de 2011.

“Queremos que o documentário chegue ao maior número possível de pessoas, não somente para aqueles que não falam português com os filhos, mas também para os que falam, pois cada entrevistado dá uma abordagem diferente ao assunto e com isso fornece um apoio moral para eles da importância de ensinar português para os filhos”, disse Felícia em entrevista por telefone ao Comunidade News.

Segundo Felícia, a Brasil em Mente percebeu que existe uma variedade de níveis de interesse dos pais em ensinar o idioma aos filhos. Para ela, existe desde os que não falam absolutamente nada com os filhos, passando pelos que ensinam dentro de casa, mas na frente de outras pessoas acaba falando somente inglês, até os que se dedicam ao ensino, colocando os filhos em aulas de português. “Estas pessoas precisam de apoio moral pois é um desafio”, diz ela.

Felícia diz que resume a importância do ensino em apenas uma palavra: herança. “Assim como nós protegemos o nosso dinheiro no banco para passar para os nossos filhos, nós também deveríamos estar protegendo a língua e a cultura do país de onde viemos”, explica.

Mesmo para as famílias que negligenciaram o ensino do português para os filhos, a coordenadora do Basil em Mente diz que o prejuízo não é irreparável. Ela acredita que todos têm a capacidade de aprender, mesmo mais tarde na vida adulta. Entretanto, ela alerta para uma perda que pode ser mais difícil de ser reparada: o desligamento destas pessoas com membros da família que não moram nos Estados Unidos e não falam inglês.

“A minha mãe por exemplo, mora no Brasil e não fala inglês. Se os meus filhos somente falarem inglês, não haverá a menor possibilidade deles falarem com os avós. Este é o maior prejuízo”, alerta Felícia.

A entidade está programando uma série de exibições do documentário em locais onde possa haver uma discussão sobre o tema. Depois que essa fase for finalizada, o filme deverá ser disponibilizado na internet.
Além dos Estados Unidos, países como Canadá, Portugal, Espanha, França, Escócia, México, China, Japão e Austrália deverão receber o filme.

Segundo Luciana Demichelli, da B2 Conteúdo que produziu o documentário, as entrevista foram feitas buscando pessoas que tinham uma certa influência. Entre os entrevistados está o jornalista da BBC Lucas Mendes, o cônsul geral do Brasil em Nova Iorque Luiz Felipe de Seixas Corrêa, o cineasta Carlos Saldanha, que dirigiu a animação Ice Age entre outros.

“Todos os entrevistados colocaram a impressão e experiência pessoal deles com relação ao tema”, explicou Luciana acrescentando que os depoimentos mostram a importância não somente da língua, mas da identidade das pessoas.

A primeira exibição do documentário acontece no dia 16 de dezembro, das 2 às 4 da tarde no CUMBÉ, 558 Fulton St , Brooklyn NY. O evento é gratuito e aberto a todas as pessoas.

 

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.

 

 

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