William F. Galvin, o Secretário do Estado em Massachusetts,  confirmou que a empresa TelexFree praticou um esquema de pirâmide de bilhões de dólares, visando principalmente os imigrantes brasileiros nos Estados Unidos.

O escritório de Galvin vinha investigando o suposto esquema de pirâmide da Telexfree desde Março do ano passado. Segundo o secretário, “a TelexFree é uma pirâmide velada maléfica ao trabalhador”. Ainda não se sabe quanto dinheiro as pessoas perderam no esquema, mas estima-se que o rombo chegue a $90 milhões.

O secretário destacou que a TelexFree levantou $ 1 bilhão em todo o mundo, na maior parte das  vezes a partir do dinheiro honesto e de contas de poupança dos brasileiros e outras minorias. “O esquema para funcionar precisa trazer dinheiro novo a todo tempo”, disse o secretário.

O esquema recrutava participantes para investir de $289 a $ 1,375 e receber um número de kits de publicidade em troca. Ao publicar anúncios em sites da Internet para promover o produto, os participantes eram prometidos um retorno que variava de 200 a 250%.

Para atrair novos participantes, os líderes da Telexfree ostentavam carros e mansões de luxo e fotos na internet de viagens ao exterior. Nos documentos do processo estadual o nome de um dos líderes é citado, alegando inclusive sua participação em pirâmide semelhante em 2006.

O Tribunal Distrital de Boston determinou o congelamento dos bens do grupo Telexfree, de acordo com o pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que vigia e normaliza o setor de investimentos.  A SEC informou que o congelamento de bens atinge milhões de dólares.

De acordo com o advogado Ludo Gardini, que se especializa em crimes financeiros, os números devem chegar próximo a US$ 3 bilhões. “Os valores são enormes e vão ultrapassar os 2,4 bilhões de dólares”. Para ele os cabeças devem ser presos.

“Essa é uma diferença básica entre os Estados Unidos e o Brasil, por exemplo. Aqui a lei mostra suas consequências para quem lesa outras pessoas”, disse Gardini.

O advogado disse que alguns diretores e divulgadores de ponta da TelexFree devem ser levados à Corte. “Se condenados devem ter seus bens bloqueados, além de pegar uma pena de cadeia. Isso inclui divulgadores que não poderiam estar atuando neste segmento”, disse.

 

Fonte: Beto Moraes

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