Fonte:  Comunidade News

Paulo Caserta já tem no seu currículo 11 documentários.

O gosto por escrever roteiros se transformou na criação de filmes e personagens. Foi assim que tudo começou para o cineasta Paulo Caserta. Autor de 11 documentários e alguns outros curtas, ele trilha de forma positiva o fascinante mundo das telas, e atua nos bastidores com um jeito bem brasileiro.

Quando não está atrás das câmeras, Paulo assume a função de professor de inglês. Proprietário de uma escola de idiomas em Danbury, Connecticut, o brasileiro começou a produzir documentários no ano de 2006. A criação dos roteiros deu lugar a uma nova descoberta. “É divertido criar os personagens e trazê-los para a vida”, confidenciou o cineasta.

Para se aperfeiçoar na sétima arte, cursou direção de cinema na faculdade de Norwalk, onde se formou em maio do ano passado. O mais novo desafio acontece no dia 25 próximo, quando Paulo vai a Chicago, Illinois, filmar a sequência de “Dravet Syndrome”. O convite para fazer o documentário partiu do Connecticut Film Center.

A Síndrome de Dravet é uma doença que atinge muitas crianças. Elas perdem um dos canais de sódio do cérebro e passam a ter várias convulsões, semelhantes às de uma crise epiléptica. A continuação do documentário é sobre a Dra. Laux, médica canadense que é uma verdadeira autoridade no assunto nos Estados Unidos.

Os vários temas abordados carregam o maior desejo de Paulo: que o público perceba a mensagem que está por trás de cada história. “Somos muito mais do que ossos”. Convicto de que o ser humano é uma extensão da energia positiva que emana das mãos de Deus, o documentarista não acredita em certo ou errado, bem ou mal, mas sim na força do pensamento. “Se você pensar coisas negativas, não terá resultados positivos. Tem que acreditar em você”.

Visão Ampla Garante Qualidade

E o sucesso dele reside exatamente neste positivismo, acompanhado é claro de uma grande vantagem sobre muitos profissionais. “Nós brasileiros somos multifuncionais. Temos a mais ampla visão do mundo, vemos além do que está à nossa frente”. A negativa recebida pelo Festival de Filmes de Connecticut, no ano de 2009, não conseguiu abalar o brasileiro. “Ganha-se nãos para depois se ter sins”.

Todos os documentários de Paulo são produzidos com a mesma paixão e não existe um preferido na lista. “Em qualquer projeto dou o meu melhor. Na hora que termino, vou para o próximo. Cada um é diferente do outro”. Um dos documentários de Caserta fala sobre Michael Blake, missionário americano que tinha grande envolvimento com a comunidade brasileira. Falando da cura através de orações, o filme tem cenas faladas em português com legenda em inglês e vice-versa.

A auto-crítica deu lugar ao simples prazer de fazer o que gosta. “Aplico todas as técnicas e regras, mas não bato chicote nas minhas costas”. Para seguir tudo à risca, Paulo conta com um iluminador e um assistente de direção na equipe. Este último checa se o roteiro está sendo seguido.

O trabalho de Paulo não se resume à direção. Ele já atuou como fotógrafo de um documentário para a TV e como diretor de fotografia de um comercial do salgadinho Doritos. O público poderá avaliar o trabalho de Paulo assistindo a um longa metragem que será exibido no final do ano.

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.  Leia outros artigos da Comunidade News.

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