Fonte:  Comunidade News 

Durante entrevista à rede de televisão Univision, Obama disse que não haverá nenhuma ação administrativa para legalizar os imigrantes indocumentados.

As chances dos imigrantes indocumentados em conseguir uma legalização, estão cada vez mais distante, pelo menos se depender do Congresso e do Governo Federal.

Na segunda-feira, 28, o presidente Obama disse que ele não tem poder para suspender as deportações, colocando uma estaca em um plano que algumas autoridades administrativas haviam explorado. O plano daria status legal para milhares de imigrantes indocumentados através de uma medida administrativa.

Defensores dos direitos dos imigrantes, bem como advogados, ligaram para o presidente pedindo que ele usasse o poder executivo que tem para parar as deportações. Um memorando da Imigração, que vazou no ano passado, mostrava que os advogados do Departamento de Imigração estavam estudando as implicações legais de tomarem tal medida. Mas Obama, em uma reunião conduzida pela rede de televisão hispânica Univision, disse que esta opção não é possível de ser usada.

“Existe leis suficientes nos livros do Congresso que deixam bem claro como nós temos que aplicar nossos sistemas imigratórios, que para mim simplesmente uma ordem executiva ignoraria essas leis e não estariam apropriadas para o meu papel como presidente”, disse Obama.

A resposta do presidente foi dada à pergunta feita, através de um vídeo gravado por uma estudante que tem ordem de deportação. Ela questionou Obama do porquê os estudantes ainda estarem recebendo estas cartas, mesmo quando muitos legisladores, e o próprio presidente, acreditem que eles deveriam receber status legal.

Durante a campanha para presidente, ele prometeu agir logo no início junto aos legisladores para legalizar a maioria dos imigrantes indocumentados, mas as atenções do governo mudaram de direção para outras questões, como a reforma da saúde.

No final do ano passado, o presidente apoiou a aprovação do Dream Act, aprovado no Congresso, porém rejeitado no Senado com a ajuda de votos de senadores do próprio partido de Obama.

Durante a entrevista na Univision, Obama disse que a maioria dos democratas apoiam o Dream Act, porém não foi suficiente para a aprovação já que os republicanos se recusaram a votar a favor.

“Eu acredito que nós ainda podemos aprová-la”, disse o presidente. “Mas é muito importante que os telespectadores da Univision e todos os estudantes que são interessados nesta questão, mantenham a pressão no Congresso”, completou.

Entretanto, grupos de apoio aos direitos dos imigrantes têm pedido a ele para ir mais além nesta questão. Uma petição e uma campanha chamada “Não mais Deportações” está sendo feita para pressionar o presidente a parar com as deportações.

“Se não haverá reforma imigratória, então que acabe com as deportações e pare com a separação de nossas famílias”, disse Angela Sanbrano, presidente da Aliança Nacional da América Latina e Comunidades do Caribe.

O memorando do Departamento de Imigração, que vazou no ano passado, poderia parar as deportações através de uma ordem administrativa. Os seus autores a chamaram de “uma versão não legislativa de anistia”.

Após o memorando vir à tona, Janet Napolitano, Ministra do Departamento de Segurança Interna – que comanda a Imigração – excluiu a possibilidade de usar este método para legalizar um grande número de imigrantes. Com a entrevista à rede hispânica de televisão, Obama fechou mais ainda a porta.

Ele, no entanto, disse que sua administração mudou o foco das deportações para os imigrantes que cometem crimes graves. “Nós queremos focar nossos recursos nas pessoas que são destrutivas para a comunidade”, disse Obama.

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.