Feijoada virou ícone do Brasil

Que o sabor do tempero brasileiro é único isso não é nenhuma novidade.  Muita gente sabe que a cultura brasileira sofreu influência dos colonizadores europeus e dos escravos africanos que habitaram no Brasil no inicio do século XVI.  Com o passar dos anos, a culinária brasileira foi se aperfeiçoando e os ingredientes mudando, adaptações estas que fazem com que o país atraia atenção pela variedade dos seus sabores.

E o Brasil vem sendo citado, ocupando boas posições e indicações em grandes publicações internacionais que avaliam as melhores casas e chefs de cozinha de todos os continentes. Em 2013, por exemplo, o chef Alex Atala, entrou para a celebrada lista das 100 personalidades mais influentes do mundo, segundo a revista americana Time. Aliás, outro único brasileiro a integrar o ranking de 2013 foi o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa. É dito no perfil publicado na Time, escrito pelo chef dinamarquês René Redzepi, que a filosofia de Alex Atala – de usar ingredientes típicos do Brasil na alta gastronomia, tem encantado todo o continente.

“O Brasil deixou de ser apenas lembrado no exterior como o país do futebol do Pelé, da Carmem Miranda. Hoje alcançamos outros patamares. Somos referência na publicidade, na moda, na música e, claro, na gastronomia,” declarou a chef de cozinha Anna Karina Silva.  E a afirmação dela pode ser comprovada na pesquisa realizada pela Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), em 2012, que disse que a cultura, cozinha e belezas naturais são os maiores atributos na projeção de imagem do Brasil no exterior. Praticamente um em cada três norte-americanos reconhece a música Garota de Ipanema como uma canção brasileira. E cerca de um em cada cinco moradores dos Estados Unidos reconhece ícones da nossa gastronomia: caipirinha (com 21% de reconhecimento) e Feijoada (20%).

Leo Charamba, sócio de um restaurante especializado em comida brasileira fundado no final da década de 80, o Camila’s Restaurant, que tem unidades em Orlando e Miami, diz que o número de pessoas de outras nacionalidades que apreciam a culinária do Brasil cresce anualmente. “É claro que temos um grande número de clientes brasileiros que almoçam e jantam no Camila’s porque estão na Disney se divertindo ou em Miami fazendo compras e não querem mais comer nos fasts foods americanos. Mas, quando o estrangeiro prova da nossa feijoada, ele retorna para comer mais. Há também aqueles que tem curiosidade sobre os ingredientes que integram o prato”, declarou o empresário.

Mesmo que ninguém saiba ao certo quem inventou a feijoada (Ver Box), este prato já é um ícone da gastronomia brasileira. “Assim como o samba, a feijoada tem o poder de mexer com a emoção das pessoas, é um prato que remete confraternização e momentos de alegria. Podemos dizer que onde tem samba, tem feijoada. Brasileiro gosta e o gringo se encanta”, complementa a chef Anna Karina Silva.

BOX:

A teoria sustentada pelo jornalista Leandro Narloch, autor do livro Guia Politicamente Incorreto de História do Brasil (Leya Brasil) diz que a feijoada seria um prato oriundo da Europa. “Nem índios nem negros tinham o costume de misturar feijão com carnes”, escreveu o jornalista. “A técnica é mais antiga: vem do Império Romano”. A pesquisa histórica feita pelo autor indica que os romanos costumavam cozinhar carne com legumes, entre eles o feijão branco. Essa seria a origem de pratos como o cassoulet francês – um ensopado de feijão branco com linguiça de porco e carne de pato. Na região das Astúrias, norte da Espanha, também há uma iguaria desse tipo: a tradicional fabada, que mistura feijão branco com carnes pouco nobres como orelha e rabo de porco. O que pode ter sido inventado no Brasil, portanto, não é a feijoada, mas a feijoada de feijão preto – trazido da África nos mesmos navios que transportavam os escravos.

 

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4 Comentários em "O Sabor da Comida Brasileira é Sucesso nos Estados Unidos"

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Mariana
Visitante

Ola estou nos eua ha 2 meses. Se eu voltar pro brasil, quanto tempo tenho q esperar pra voltar pros eua? Detalhe, meu visto eh o b2 turista

Daniele
Visitante

Ola. Estou morando nos Estados Unidos com visto de turista ha 3 meses. Estou liberada pra ficar aqui por mais 3 meses. Mas nao posso trabalhar. Ouvi falar que se eu for pra escola aqui, eu poderei trabalhar e tambem poderei ir e voltar do Brasil sempre que eu quiser. Gostaria de saber se e verdade e se sim, que tipo de escola seria?

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