Fonte:  Comunidade News

No livro “Para Ser Grande”, Robinson Shiba e Peter Graber falam como experiências nos Estados Unidos ajudou no sucesso de suas empresas no Brasil.

A história de dois ex-imigrantes brasileiros, hoje empresários de sucesso, faz parte da coletânea de histórias do livro “Para ser Grande”, da jornalista Marina Vidigal. Robinson Shiba e Peter Graber contam como a experiência nos Estados Unidos serviu de mola propulsora para as bem sucedidas carreiras.

Publicação da editora Panda Books, a obra conta com importantes depoimentos de Washington Olivetto (W/Brasil), Ozires Silva (criador da Embraer), Ivan Fábio Zurita (Nestlé), Michael Klein (Casas Bahia) e Guilherme Paulus (CVC Turismo), entre outros. Shiba e Graber criaram a China in Box e a Graber Sistemas de Segurança, respectivamente.

Um dos focos da obra é mostrar realizações feitas com base em princípios positivos. A autora fez questão de entrevistar pessoas que tiveram a trajetória marcada por virtudes. “Achei que seria realmente um exemplo, estas pessoas são fonte de inspiração para todas as outras”, afirmou. Ainda conforme Marina, o leitor poderá se identificar com os empreendedores, oriundos das mais diversas classes sociais e econômicas.

A virtude mais forte de Shiba, segundo Marina, é a ética. Quando ainda estava na faculdade de odontologia, o descendente de japoneses veio para os Estados Unidos com um amigo. Os dois meses para estudar inglês viraram um ano. Trabalhando como ajudantes de cozinha, os dois percorreram locais como Nova Iorque, Los Angeles e Seattle. Acabaram aperfeiçoando também o espanhol devido a convivência com os latinos.

Experiências Inspiradoras

Foi observando as pessoas comendo nas ruas e dentro do carro que Shiba teve a idéia do China in Box. Já formado e exercendo a profissão, estudou o mercado durante quatro anos. Acabou largando a odontologia para se dedicar totalmente a bem-sucedida rede, que conta atualmente com 130 lojas distribuídas em todo o Brasil. A declaração de Shiba mostra porque a ética dele impressiona.

“Comigo, tudo é resolvido olho no olho. Tenho cuidado e respeito extremo com meus franqueados, por exemplo, uma das minhas questões de honra é que eles ganhem dinheiro. (..) Sempre fiz questão de entregar o que prometi e nos poucos casos de lojas que não deram certo, eu as comprei de volta”.

No caso de Graber, foi um assalto na casa dos pais em Campinas (SP), que motivou a criação da empresa. O fato aconteceu logo que ele voltou dos Estados Unidos, onde cursou MBA na Universidade de Harvard, no ano de 1979.

Em entrevista ao Comunidade News, Graber falou da experiência no país. Disse que o curso na conceituada universidade foi muito importante, tanto como instrumental de gestão quanto para quebrar barreiras psicológicas. “Quando terminei o curso, estava perigosamente auto-confiante”, disse. Apesar de gostar muito dos EUA, onde não sofreu discriminação, talvez por conta do biotipo, Graber disse que não pretende sair do Brasil.

Segundo o empresário, a esposa dele escolheria os EUA para morar.
Sobre a escolha dos Estados Unidos como morada para os estrangeiros, Graber comentou sobre um artigo publicado na conceituada revista “The Economist”, na edição dupla do final do ano passado. Segundo ele, a matéria fala do quão atrativo o país ainda é para os estrangeiros. O empresário afirmou que a América é mais tolerante com os imigrantes do que a Europa. “O caldeirão de cultura está na base do americano”, disse.

Empresário bem sucedido, Graber tem dedicado um terço do tempo dele em iniciativas filantrópicas. Lamenta a pobreza existente no Brasil. “Machuca, é uma das piores coisas”. A violência em nosso país é outra questão que incomoda o empresário.

No livro, Peter Graber fala em detalhes da experiência em Harvard. Formado em engenharia mecânica, contou que teve pouca exposição à administração de empresas, do ponto de vista acadêmico.
“Foram ensinamentos totalmente novos para mim, ao contrário do que seria no caso de uma pós feita em uma área já dominada, uma pós que representasse uma expansão de conhecimentos. Estudei demais. O sistema colocava muita pressão e motivação. As notas eram sempre comparativas e o ambiente, extremamente competitivo. No primeiro ano do curso, para se ter uma idéia, os alunos com pior desempenho são eliminados. É preciso estudar muito fora da sala de aula e o resultado é muito rico”.

Para a autora, a sensação de ver a obra pronta é de realização total. Foram dois anos entre entrevistas, pesquisas e redação. A jornalista só deu a obra por concluída quando conseguiu os 20 entrevistados. Ainda segundo ela, Shiba e Graber deram espontaneamento os depoimentos sobre a vivência nos Estados Unidos.

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.  Leia outros artigos da Comunidade News.

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