Fonte:  Comunidade News

Leriandre já tocava com frequência as músicas da cantora falecida.

Ele não era para estar em New Jersey neste dia. Mas por uma daquelas coincidências que somente o destino explica, o saxofonista fluminense Leriandre Feijo da Silva, 34, visitava um amigo em Manhattan no dia em que o funeral da cantora Whitney Houton, morta dia 11 de fevereiro, acontecia na vizinha Newark, New Jersey.

Era a oportunidade que ele esperava para fazer uma homenagem a cantora, que considera a maior de todos os tempos e que toca a maioria de suas músicas no saxofone. Mas nada foi planejado, diz ele. “Eu estava lá apenas para acompanhar o funeral no lado de fora, mas eu sempre carrego o meu saxofone dentro do carro”, diz ele.

Silva se deparou com uma mulher vendendo camisetas em homenagem à cantora. “Eu perguntei a ela se poderia tocar meu sax lá e ela disse que sim. Toda imprensa estava perto. Quando eu comecei a tocar, os repórteres vieram até onde eu estava para registrar o momento”, diz ele orgulhoso. O músico tocou por mais de uma hora sem parar os principais sucessos da cantora norte-americana.

A repercussão foi imediata. Redes como CNN e jornais por todo o país mostraram o brasileiro fazendo sua homenagem enquanto uma aglomerado de pessoas assistia e batia palmas. “Virei um fenômeno na internet”, exagera Silva.

Silva diz que esta não era a forma que desejava tocar para a cantora. “Eu queria mesmo era ter tocado no palco junto com ela, convidado por ela. Como ela não me convidou, eu tive que ir prestar essa homenagem”, brinca ele.

Morando em Boston, MA há apenas três meses, Silva diz que veio apenas para aprender inglês e tocar nas igrejas evangélicas, da qual faz parte. Membro da Assembléia de Deus do Rio de Janeiro e formado em análise de petróleo e gás, Silva já tem dois CD’s lançados e uma carreira que lhe proporcionou apresentações em redes de TV, como no programa de Mara Maravilha da Record.

A música de Whitney Houton faz parte de sua vida. “Eu adoro ela. Sempre toco as suas músicas em casamentos e outros eventos”, diz ele que afirma ter ficado com o coração partido quando soube de sua morte inesperada. “Foi uma tristeza terrível”.

Início precoce
O saxofone faz parte da vida de Silva desde os seus 11 anos. Foi na pequena Engenheiro Paulo Frontim, interior do Rio de Janeiro, que ele começou a aprender música. “Eu queria aprender a tocar trombone, mas tinha um aluno que já tocava e não havia outro. Restou eu aprender o que estava disponível que era um saxofone”, relembra ele que diz ter-se apaixonado pela música ainda aos 5 anos.

Missão evangélica
Para Silva, tocar saxofone vai além do prazer e da profissão, é para ele uma forma de levar a mensagem de Deus para as pessoas. “Eu tenho uma visão ministerial. Quero levar a palavra de Deus ao redor do mundo”, diz ele acrescentando que já tem planos para ir tocar em igrejas na Europa.

Mesmo tendo trabalhado para a Petrobras como analista de petróleo e gás, Silva diz que a vida ministerial falou mais alto do que a profissão. “O chamado que Deus tem comigo está acima de tudo”, diz.

 

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.

 

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