A preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2014 tem como segunda casa os Estados Unidos. Se considerados só os amistosos com o time principal, até como primeira. Quando entrar em campo para enfrentar os hondurenhos no próximo sábado em Miami, o time canarinho completará sua sétima aparição em terras americanas desde agosto de 2010, quando teve o início o ciclo para o Mundial que voltará a ser disputado no Brasil após 64 anos.

Neste mesmo período, a Seleção principal fez o mesmo número de amistosos em solo nacional – sem considerar o Superclássico das Américas, a Copa das Confederações e jogos com a equipe local. Até a Copa do Mundo, o time de Luiz Felipe Scolari deve fazer mais duas partidas preparatórias no Brasil já com o grupo definido, em junho. Na última data Fifa antes da convocação, em março de 2014, o Brasil deve encerrar seu tour atuando na África do Sul.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tem contrato com a empresa árabe ISE (International Sports Events) até 2022 para gerenciar os amistosos da Seleção. A parte operacional das partidas está a cargo da Pitch International, contratada pela ISE para cuidar da logística das partidas agendadas. A CBF diz ter participação nas escolhas do adversário e nos locais escolhidos.

Até o momento, sem contar a visita à Argentina para a Copa América, a Seleção passou por 15 países diferentes. Depois de Brasil e Estados Unidos, com os mesmos sete amistosos recebidos, a Inglaterra surge como terceira casa brasileira, com cinco partidas desde 2010. Os suíços tiveram três oportunidades de acompanhar o futebol brasileiro no mesmo período.

O alto de número de amistosos disputados fora do País chamava a atenção já no ciclo para a Copa de 2010, mas ganhou mais peso com a ausência do Brasil nas Eliminatórias. O torneio classificatório forçava o Brasil a realizar nove partidas oficiais em casa e outras nove em países de seus rivais diretos.

Primeiro técnico do atual ciclo, Mano Menezes demonstrou preocupação com a falta de jogos realizados no Brasil, temendo um distanciamento do público. Seu substituto, Luiz Felipe Scolari, teve com a Copa das Confederações mais chances de jogar com o apoio da torcida, mas fez ressalvas nos amistosos em outubro na Ásia contra China e Coreia do Sul.

“Teremos algum prejuízo nessa viagem por causa da dificuldade que teremos para manter o mesmo posicionamento da Copa das Confederações. Se observarmos o treino, tínhamos jogadores ainda com tempo descoordenado. A bola picava e eles não sabiam o tempo dela. É isso que a gente tem falado para a empresa que detém os jogos: que pense um pouco mais na parte técnica. Sabemos que é importante para todo mundo, que há valores, mas essa viagem longa fez com mudássemos nossa rotina, nossa forma de jogar. Estamos concedendo uma vantagem aos nossos adversários”, afirmou em outubro.

Além da parte econômica citada por Felipão, a CBF e suas parceiras já alegaram em outras ocasiões que existe resistência por parte das principais seleções estrangeiras de viajar até o Brasil para amistosos, principalmente por conta da disputa simultânea das Eliminatórias. A maioria de selecionáveis atuando no exterior também favorece a preferência por jogos no continente europeu.

Economicamente, pesa a menor receita obtida. Quando cobrou ingressos mais caros, como no amistoso contra a Austrália em setembro, o estádio ficou longe sua capacidade máxima. Para o jogo de sábado, a expectativa é de que o Estádio SunLife esteja lotado, assim como nos outros amistosos da Seleção no País. O alto número de imigrantes brasileiros – e normalmente de seus adversários – garante alta procura de ingressos e sucesso comercial.

Depois de treinar durante toda a semana enfrentar Honduras no sábado com a previsão de calor próximo dos 30° C em Miami, a Seleção encara na próxima semana o Chile em Toronto, cidade canadense que já convive com temperaturas negativas e possibilidade de neve. Felipão não comandará treinos no Canadá.

Fonte: Beto Moraes

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