Fonte: Comunidade News

Isabel Mattos mora no Vale do Silício, centro mundial das empresas de tecnologia.

A brasileira Isabel Pesce Mattos fez o que muitos considerariam loucura no dias de hoje. Ela trocou um emprego na gigante do software Microsoft e Google para se aventurar na sua própria empresa no famoso Vale do Silício, na Califórnia.

A jovem, de apenas 23, estudou em uma das universidade de tecnologia mais famosas do mundo, O MIT, em Massachusetts, estagiou no Google e trabalhou na Microsoft antes de abrir a Lemom, uma empresa que produz um aplicativo de controle financeiro pessoal. A start up, como são conhecidas as novas empresas de tecnologia, já recebeu cerca de $10 milhões em financiamento.

Mas a história de Isabel não é uma história de sorte ou de uma pessoa nascida em uma família brasileira abastada. Sua trajetória é um exemplo de determinação contra todas as probabilidades. Diferentemente de muitos dos seus colegas de universidade, Isabel não foi criada para estudar em uma das melhores faculdades dos Estados Unidos.

Aos 18 anos, ela se preparava para tentar vestibular no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos) quando tomou conhecimento do MIT. Sem conhecer nada sobre estudar fora, ela resolveu arriscar e tentar o processo seletivo. “Fiquei interessada e participei de seis etapas de qualificação – que inclui informações pessoais, coleta de recomendação de ex-professores, redações em inglês e entrevista com um ex-aluno do próprio MIT. Não é um processo complicado, mas é desconhecido pelos brasileiros”, diz ela.

De lá, Isabel saiu com quatro diplomas nas mãos; ciências da computação, matemática, economia e administração. Sem ter conseguido uma bolsa de estudos devido ao seu excelente currículo acadêmico, ela nunca poderia pagar as altas mensalidades da faculdade.

Isabel realizou um mestrado profissional no Google e trabalhou em dois projetos da Microsoft. De quebra, foi à mansão de Bill Gates e conversou com o papa do software.

A experiência livrou Isabel das angústias típicas de um recém-formado. Ao invés de procurar emprego, preferiu aventurar-se no negócio próprio. Abriu em pleno Vale do Silício, o pulmão californiano da tecnologia mundial, a startup Lemon. O primeiro serviço, um aplicativo para controle de gastos pessoais, dá sinais de que a empresa vai prosperar: em menos de um mês, o programa registrou 400.000 downloads.

Na Google, Isabel trabalhou no desenvolvimento e aprimoramento do Google Translate durante o programa de mestrado no qual o MIT mantém uma parceria com a Google.

De lá ela foi parar na Microsoft, onde participou da construção de agregadores de RSS, além de fazer parte de uma startup interna que promoveu a criação de um serviço com uma webcam que identifica gestos. “Um dos momentos mais inesquecíveis na empresa foi o dia em que fui convidada – com outros estagiários – para visitar a casa de Bill Gates. Acabei conhecendo a família dele, mas infelizmente não pude registrar nenhum momento do encontro: câmeras e celulares foram confiscados antes”, lamenta ela.

Com a experiência adquirida, e uma proposta de fazer parte de sua própria empresa, Isabel disse que descobriu que queria mesmo era ser empreendedora e seguir o próprio caminho. “Acredito que seja o momento ideal para aprender com produtos que estão em fase embrionária. Já temos 18 empregados e a ideia é expandir cada vez mais. Basicamente, oferecemos nos dispositivos móveis e na web um aplicativo gratuito que oferece auxílio na organização dos gastos pessoas, digitalizando toda informação. Em menos de 30 dias, o serviço já está em uso por 400.000 pessoas”, diz.

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.

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1 Comentário em "Brasileira Deixa Google e Microsoft para Fundar a Própria Empresa de Software"

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João Paulo
Visitante

Caramba, estou muito impressionado, quero seguir essa mesma trajetória dela, sou muito jovem ainda mais já sei a profissão que quero seguir e um dos meus planos é estudar no EUA!!

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