Fonte:  Comunidade News

Elisane foi acusada de lavagem de dinheiro e contrabando de drogas.

Na segunda-feira (25), a brasileira Elisane Garcia, 32, foi sentenciada em uma corte federal em Concord (NH). Segundo investigação do ICE (imigração) e do Setor de Investigações (HSI, em inglês) do Departamento de Segurança Interna, a mulher importava do Brasil pílulas para dieta.

De acordo com matéria publicada no site do jornal LexisNexis News, Elisane foi acusada de lavagem de dinheiro e contrabando de drogas. Ex-moradora de Hooksett (NH), ela já cumpriu aproximadamente 10 meses de prisão e terá dois anos de liberbade supervisionada. John P. Kacavas, Promotor para o Distrito de New Hampshire, anunciou a sentença.

O medicamento trazido ao país pela brasileira, conhecido como “Pílulas brasileiras para dieta”, contém fluoxetina e clorodiazepóxido. Ambos são ingredientes ativos de remédios como Prozac e Librium. As pílulas contém ainda Femproporex, droga não aprovada para consumo nos Estados Unidos.

Nome comercial do Prozac, a fluoxetina é um medicamento indicado para a depressão e a síndrome do pânico, entre outros males. Já o clorodiazepóxido pertence ao grupo dos ansiolíticos. O Femproporex é de uso controlado, utilizado no tratamento contra a obesidade. Estima-se que o Brasil seja o maior produtor e consumidor mundial desta substância.

As pílulas para emagrecimento importadas por Elisane foram interceptadas pelos investigadores. A brasileira teria transferido quase $45,000 aos fornecedores. Cerca de $35,000 de contas bancárias de Elisane foram apreendidos e confiscados pelo Internal Revenue Services (IRS), órgão correspondente a Receita Federal no Brasil.

Captura

 Elisane Garcia foi presa em Munique, Alemanha, em 13 de setembro de 2010. Quando soube que estava sob investigação, a brasileira fugiu para o Brasil, mas acabou sendo capturada em outro país. Os $35,000 de suas contas bancárias foram confiscados quando ela fugiu para seu país de origem.

A acusada já havia se declarado culpada de múltiplas acusações. Entre elas estão contrabando de mercadorias para os Estados Unidos, introdução de drogas com rótulo ilegal em comércio interestadual, posse de substâncias controladas com a intenção de distribuí-las e lavagem de dinheiro. Elisane será deportada depois que cumprir a sentença.

Participaram da investigação a Interpol (Polícia Internacional), o FDA, órgão americano que controla alimentos e medicamentos, a Divisão de Investigação Criminal do IRS, o Serviço de Inspeção dos Correios Americanos e a Polícia Estadual de New Hampshire.

O caso no tribunal foi comandado pelo Promotor Assistente Clyde Garrigan e pelo advogado do FDA, Shannon Singleton.

Reproduzido com permissão e em parceria com a Comunidade News.

 

Deixe um comentário

Seja o Primeiro a Comentar!

avatar
wpDiscuz