Fonte: Comunidade News
Brasileira lançou linha de roupas de banho em Nova Iorque.
Apenas dois anos depois de chegar a Nova Iorque, Neila Granzoti Rudden, 33, lançou sua própria marca de biquíni. A empresária usou as próprias economias e a ajuda do pai, um banqueiro no Brasil, para iniciar o seu negócio.
Hoje, com quatro anos e meio de mercado, a empresa de Rudden tem sua sede em Manhattan e a fábrica no Brasil, onde ela tem participação acionária. Ela vende linhas de marca para 86 lojas em todo o país, incluindo a Intermix em Nova Iorque, e produz roupas exclusivas para lojas de departamentos como a Marshalls.
“Roupa de banho é uma das primeiras coisas que vestimos no Brasil e quando você pensa em Brasil, você pensa em corpos bonitos e pessoas que sabem o como uma roupa de banho deve ser”, disse Rudden.
Sua empresa, que tem três funcionários trabalhando em tempo integral e quatro que ficam meio horário, está a caminho de dobrar o faturamento, chegando a $750.000 este ano.
A brasileira é uma dos 70 mil imigrantes empresários na cidade de Nova Iorque. Isso representa quase a metade de todos os pequenos negócios, mostrando a importância dos imigrantes na criação de empregos e no crescimento econômico. De acordo com análises do Censo norte-americano feito pelo Instituto de Política Fiscal, imigrantes representam 48 por cento de todas as pequenas empresas da cidade.
Nova Iorque por muito tempo reconhece a importante contribuição que os novos membros da sociedade fazem para o crescimento da cidade. Tanto a administração do prefeito Bloomberg quanto a comunidade empresarial colocam a reforma imigratória no topo da agenda, na esperança de tornar mais fácil para os empreendedores imigrantes se estabelecerem no país.
Enquanto alguns empreendedores imigrantes chegam com a vantagem de ter uma educação formal e recursos financeiros, como a brasileira Rudden, outros se aventuram com a cara e coragem. “É parte da minha personalidade. Eu gosto de fazer as minhas próprias coisas e eu venho de uma família de empreendedores”, diz Rudden.
Em todo o país, empreendedores estrangeiros começam um negócio próprio duas vezes mais do que os norte-americanos, afirma Foulis Peacock, fundador e presidente da Immpreneur.com. O website de apenas cinco meses, baseado na cidade de Califon , NJ, é direcionado para imigrantes empreendedores em todo o país.
“Estas pessoas são aventureiras e assumem riscos”, disse Peacock, que imigrou da Inglaterra há 20 anos.
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