A vida dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos está ficando cada vez mais difícil. Estados como o Arizona vêm aprovando leis que aumentam o arrocho contra os imigrantes, causando uma grande batalha política, e um grande desgaste aos estimados dez milhões de imigrantes ilegais que vivem neste país, entre eles muitos brasileiros. Uma das esperanças destes imigrantes era que seus filhos tivessem um caminho para a cidadania e que talvez pudessem eventualmente patrocinar a legalização de toda a família.
Mas mesmo essa esperança de ver seus filhos legalizados foi destruída no último Sábado pelo bloqueio no Senado da lei chamada de “Dream Act”. Essa lei daria um caminho para a cidadania aos imigrantes ilegais que vieram para os Estados Unidos quando criança. A proposta era que jovens que ingressaram nos Estados Unidos ilegalmente antes dos 16 anos e que se formassem na escola secundária e completassem pelo menos dois anos de escola superior ou serviço militar pudessem se tornar cidadãos americanos, desde que não tivessem nenhum passado criminal.
Essa lei tinha passado na Casa dos Representantes no mês passado, mas não conseguiu os 60 votos necessários no Senado. Os republicanos votaram contra a lei alegando que ela iria recompensar atividades ilegais.
O presidente Barack Obama expressou sua indignação ao dizer “É uma decepção que o bom senso não prevaleceu hoje”. E ainda completou: “Mas minha administração não vai desistir do Dream Act ou da importante questão de consertar o nosso sistema imigratório”.
O senador democrata Dick Durbin, que foi patrocinador da lei também não se conformava: “Eles acreditam em seus corações que essa é a casa deles, esse é o único país que eles conhecem. A única coisa que eles pedem é uma oportunidade para servir essa nação”.
Jorge-Mario Cabrera, um ativista de Los Angeles da Aliança dos Direitos Humanos dos Imigrantes expressou sua frustração à imprensa: “O Senado cometeu um grande erro hoje. Ele não reconheceu as contribuições de milhares de jovens inteligentes e criativos que amam esse país como sua própria casa”. Maria Rodriguez, outra ativista com a Rede DREAM da California também mostrou sua decepção: “Os futuros advogados, médicos, astronautas e chefs esperando para este voto se tornar realidade continuarão a viver na sombra e com medo de mostrar à America suas belezas e habilidades”.
Com o novo Congresso que começa a atuar no dia 5 de Janeiro, as esperanças dos imigrantes ilegais ficam ainda mais fracas, já que os republicanos terão maioria na Casa dos Representantes e uma voz mais alta no Senado.
Imagem fornecida pela Reuters.