Atualizado em 5 de novembro de 2026

Foto: Towfiqu barbhuiya / Pexels

Se você tem uma FSA (Flexible Spending Account, a “conta de gastos flexíveis de saúde”) pelo trabalho, novembro é o mês de prestar atenção: para a maioria dos planos, o dinheiro que você separou do salário em 2026 some em 31 de dezembro — não acumula para o ano seguinte como uma poupança comum. É dinheiro seu, tirado do seu contracheque antes do imposto, e perdê-lo é jogar salário fora.

O que é a FSA, rapidinho

A FSA é um benefício oferecido por muitos empregadores nos EUA: você escolhe, geralmente no open enrollment, quanto quer reservar do salário — antes da cobrança de imposto — para gastar com despesas médicas, dentárias, de visão ou, em alguns planos, com creche e cuidado de dependentes. O desconto sai de cada contracheque ao longo do ano, e você usa um cartão específico ou pede reembolso quando paga consultas, remédio, óculos, ortodontia e outros itens elegíveis.

A diferença em relação a uma conta normal é a regra conhecida como “use-it-or-lose-it” (use ou perca): o saldo não é seu para sempre. Ele é amarrado ao ano do plano.

Por que o prazo de 31 de dezembro importa

A regra federal que rege as FSAs permite que o empregador escolha UMA de duas opções para suavizar o corte — nunca as duas juntas:

  • Grace period (período de carência): alguns planos dão até 2 meses e 15 dias depois do fim do ano do plano para você ainda gastar o saldo de 2026 — ou seja, até 15 de março de 2027, se o seu plano usar esse modelo.
  • Carryover (saldo que passa para o ano seguinte): outros planos permitem levar uma parte do saldo não usado para o ano seguinte, dentro de um limite definido pelo IRS a cada ano.

Só que nem todo plano oferece uma dessas opções. Muitos simplesmente zeram o saldo em 31 de dezembro. E a regra que vale para o seu caso está no documento do plano do seu empregador — não existe um padrão único para todas as empresas.

Não perca um prazo importante

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O que fazer agora, antes que o ano acabe

  • Descubra a regra do seu plano: pergunte para o RH ou olhe o portal do benefício (ex.: Wex, HealthEquity, FSAFEDS, entre outros administradores) se o seu plano tem grace period, carryover ou nenhum dos dois.
  • Veja o saldo que falta gastar: o portal do administrador mostra quanto ainda está disponível.
  • Use o saldo em despesas elegíveis: consulta médica, dentista, oftalmologista, óculos e lentes de contato, ortodontia, fisioterapia, alguns medicamentos de venda livre e produtos de primeiros socorros costumam entrar na lista — mas a lista exata também depende do administrador do plano.
  • Antecipe o que puder: se você já sabe que vai ao dentista ou precisa de um óculos novo, adiantar a consulta ou a compra antes do fim do ano pode ser a forma mais simples de não perder o dinheiro.
  • Guarde os recibos: reembolsos pedidos depois do fim do ano costumam ter um prazo próprio (chamado de “run-out period”) para envio da papelada — mesmo esse prazo não é igual em todo plano.

Dependent Care FSA é diferente

Se você tem uma conta separada para gastos com creche ou cuidado de dependentes (Dependent Care FSA), vale o mesmo alerta: ela também segue a lógica do “use ou perca”, e nem sempre tem a mesma regra de carência da FSA de saúde. Confirme especificamente essa conta com o RH — não assuma que as duas contas do seu benefício seguem a mesma data.

Este conteúdo é informativo e não substitui aconselhamento jurídico ou contábil. Em caso de dúvida sobre o seu plano específico, consulte o RH da sua empresa ou um contador licenciado nos EUA.

Fontes

  • Regra federal do “use-it-or-lose-it” e do período de carência de até 2 meses e 15 dias para Flexible Spending Accounts — Internal Revenue Code, Seção 125 (IRS).
  • BNEU, “Open enrollment no trabalho: a janela de novembro para escolher seu plano de saúde de 2027”.