O perfil do brasileiro que tem imigrado para os Estados Unidos mudou bastante nos últimos anos.  Temos visto cada vez mais empresários buscando oportunidades de montar um negócio e ao mesmo tempo estabelecer residência nos Estados Unidos.  Para isso esses empresários usam um visto chamado EB-5 que é concedido perante um investimento para a abertura de uma empresa que venha a gerar empregos para os americanos.  O visto EB-5 permite com que o empresário obtenha o green card condicional de dois anos.

Em nota anunciada hoje, os requerimentos do EB-5 vão mudar.  Primeiro, o investimento mínimo que antes era de US$500,000 em áreas designadas como de alta taxa de desemprego, chamadas de Targeted Employment Areas (TEA) agora passa para US$900,000.  Em áreas que não são designadas como TEA, o investimento mínimo que antes era de US$1 milhão, agora passa para US$1,8 milhões.

O departamento de imigração dos Estados Unidos, o United States Citizenship and Immigration Services (USCIS), ficará encarregado de ajustar essa quantia a cada cinco anos.  A nova quantia entra em vigor a partir de 21 de Novembro de 2019.

Uma outra mudança significativa é que agora o USCIS, e não os estados, ficará encarregado de designar as áreas TEA.  Essas áreas são regiões de alto índice de desemprego, e as novas regras irão restringir bastante áreas urbanas que são muito procuradas para investimentos.

Essa última mudança tem como objetivo restringir a possibilidade de falsificações e assegurar que os investimentos mais baixos serão realmente reservados para áreas rurais que mostram grandes necessidades, disse Ken Cuccinelli, diretor da USCIS.

Com somente quatro meses restantes para conseguir o visto EB-5 com um investimento de somente U$$500,000, um grande aumento na procura é esperado.