Fonte:  Comunidade News  

Em entrevista a repórteres hispânicos, o presidente declarou que quer a lei pronta no início de 2010.

Durante entrevista a repórteres hispânicos na Casa Branca, o Presidente Barack Obama sinalizou a vontade de mudar o sistema imigratório no início do próximo ano. Para isso, está contando com o apoio da Secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS) Janet Napolitano.

A declaração do presidente americano foi feita na sexta-feira (7). Obama espera que o Congresso aprove uma reforma de imigração compreensiva. O presidente pretende começar a esboçar a lei ainda no final deste ano. O assunto divide os políticos e o povo americano, e as emoções vem à tona nas comunidades imigrantes quando o tema é abordado.

No dia 25 de junho, o líder máximo da nação pediu a Janet Napolitano para intervir junto ao congresso, como forma de apressar a tão esperada aprovação da lei. Os senadores, no entanto, deram um alerta: a tentativa pode, mais uma vez, fracassar, e deixar milhões de imigrantes esperançosos por mais alguns anos. Foi o que aconteceu no ano de 2007, quando a proposta do então presidente Bush foi derrubada pelo congresso.

Obama disse que Napolitano está trabalhando com os legisladores, com o intuito de começar a escrever a nova lei. Ele pediu que as reuniões aconteçam de forma sistemática, para que as diversas controvérsias sobre o assunto sejam debatidas, entre elas, como lidar com os estimados 12 milhões de imigrantes que já vivem no país e ainda prevenir uma futura imigração ilegal.

Momento Impróprio

No início deste ano, o vice-presidente Joe Biden disse que o momento é ruim para falar sobre imigração, já que o país está mergulhado numa crise econômica e o desemprego corre solto.

O presidente americano recebeu críticas por não ter trabalhado no tema ainda este ano. Ele agora demonstra pressa e pediu para os democratas do congresso começarem o processo o quanto antes.

Nem mesmo Obama sabe se o congresso teria votos o suficiente para aprovar a sonhada lei de imigração, e admitiu que as eleições de 2010 podem complicar tudo. Em outras palavras, os candidatos à eleição e reeleição para deputado e senador dificilmente colocariam a cabeça a prêmio, arriscando aprovar a lei de imigração e tendo como consequência a perda de votos.

Um assunto tão sério virou motivo de piada. “Muitos membros do Partido Republicano pensam que eu sou um imigrante indocumentado”, disse, como forma de dar outra razão para que o assunto seja barrado pelos opositores.

E ele sabe bem do que está falando. Os “anti-Obama” já chegaram a alegar que o primeiro presidente negro dos Estados Unidos teria nascido no Quênia, a exemplo do pai dele. Portanto, não poderia ser presidente.

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