Atualizado em 24 de setembro de 2026
No domingo, 1º de novembro de 2026, às 2h da manhã, os relógios voltam uma hora na maior parte dos Estados Unidos: é o fim do horário de verão americano (daylight saving time). Para quem vive aqui, isso significa mais uma noite de sono e tardes mais escuras a partir de então. Mas para o brasileiro que liga para a família ou trabalha com o Brasil, tem um detalhe que passa batido todo ano: a diferença de horário entre os dois países muda — e faz diferença até quando marcar aquela ligação de domingo.
O que muda em 1º de novembro
- Os relógios “caem uma hora” (fall back), voltando de 2h para 1h da manhã.
- Anoitece mais cedo — o pôr do sol passa a ocorrer, na prática, uma hora “antes” no relógio.
- A mudança vale para quase todo o país. Havaí e a maior parte do Arizona não mudam o relógio — eles já ficam no horário padrão o ano todo.
- Celulares e computadores atualizam sozinhos, mas relógios de forno, de carro e despertadores analógicos precisam ser ajustados manualmente.
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O impacto real: a diferença de horário com o Brasil aumenta
O Brasil não tem mais horário de verão desde 2019, quando o governo federal extinguiu a prática e manteve a maior parte do país fixo no horário de Brasília (UTC-3), o ano inteiro. Enquanto o Brasil fica parado, os Estados Unidos se movem duas vezes por ano — e isso muda quantas horas separam você da sua família.
Na prática, a partir de 1º de novembro a diferença para o horário de Brasília aumenta em uma hora em todo o país:
- Costa Leste (Nova York, Boston, Orlando, Miami, Atlanta, Washington DC): de 1h para 2h de diferença (Brasília na frente).
- Centro (Chicago, Houston): de 2h para 3h de diferença.
- Montanha (Denver, Salt Lake City): de 3h para 4h de diferença.
- Costa Oeste (Los Angeles, São Francisco): de 4h para 5h de diferença.
Vale reforçar na agenda da família: aquele horário combinado para a videochamada de domingo com quem ficou no Brasil provavelmente precisa mudar uma hora a partir de novembro — e quem trabalha remoto para empresa ou cliente brasileiro também sente isso nas reuniões marcadas no horário de Brasília.
Essa mudança pode estar com os dias contados
Em 14 de julho de 2026, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou o “Sunshine Protection Act”, projeto que acabaria com a troca de horário duas vezes por ano e manteria o país no horário de verão o ano todo, por 308 votos a 117. O projeto seguiu para o Senado, onde está parado na Comissão de Comércio, Ciência e Transporte. Até esta publicação, ele não virou lei — então, para 2026, a mudança de novembro segue valendo normalmente.
O que fazer antes do dia
- Confira se os aplicativos de trabalho e calendário mostram o horário certo para reuniões marcadas com colegas ou familiares no Brasil.
- Aproveite o fim de semana da mudança para trocar a pilha dos detectores de fumaça — é a recomendação padrão de bombeiros nos EUA, associada ao “fall back”.
- Se você viaja para o Brasil ou recebe visita em novembro, recalcule a diferença de horário antes de marcar buscas no aeroporto ou ligações.
Fontes: cobertura sobre o calendário do horário de verão nos EUA em 2026 e sobre a tramitação do Sunshine Protection Act no Congresso americano; informações sobre o fim do horário de verão no Brasil em 2019 (Decreto nº 9.772/2019) e a manutenção do horário de Brasília (UTC-3).
Foto: Tima Miroshnichenko / Pexels