Fonte:  Comunidade News 

Policiais bilingues ajudam na aproximação com as autoridades.

Os esforços da polícia de Framingham, Massachusetts, em ter brasileiros integrando a força policial começam a surtir efeito. A partir de Maio, Thiago Miranda, 25, e Katherine de Moraes, 25, serão oficialmente declarados policiais. A contratação dos dois pode ser o primeiro grande passo para que a comunidade brasileira perca o medo de denunciar crimes.

De acordo com o MetroWest Daily News, os brasileiros estão frequentando a academia em Boston e já passaram por uma rigorosa checagem, entrevistas, testes físicos e psicológicos. Junto com David Loureiro, 27, descendente de portugueses, eles foram selecionados por causa da língua. No mês de junho passam a efetivamente ir para as ruas.

Estima-se que 12.000 brasileiros vivam atualmente em Framingham, número que representa a maior população imigrante da cidade. Ter pessoas que falam português no quadro de funcionários faz então perfeito sentido, segundo o Tenente Paul Shastany, porta voz da polícia. “Queremos representar e pensar na comunidade que vigiamos”, disse ele.

Com Thiago, Katherine, e David, moradores de Gloucester, Worcester e Milford, respectivamente, o total de policiais que falam português passa a ser de oito, mesmo número de policiais que falam espanhol. Segundo Shastany, dos 122 policiais da corporação, 20 são bilingues.

Juntando Forças

A primeira contratação de uma brasileira aconteceu há 2 anos. Trabalhando na função de despachante (responsável por receber e transmitir mensagens e coordenar operações), ela não poderia exercer a função de policial de rua porque só tem o green card. O cargo exige cidadania americana, adquirida por nascimento ou naturalização.

O desejo da polícia de Framingham em ter brasileiros na corporação data de 2006, quando o Chefe de Polícia Steven Carl procurou o Departamento de Justiça, como forma de se aproximar da comunidade brasileira. Jornais e programas de rádio brasileiros foram procurados pelo Tenente Shastany, nos últimos meses, incentivando os brasileiros a prestarem o exame para a academia de polícia.

O porta-voz enfatizou ainda que a presença de brasileiros na polícia pode ajudar a reduzir o medo que os imigrantes tem em contatar as autoridades, bem como o temor de denunciar crimes. Ainda segundo Shastany, é o bem-estar da comunidade em geral que está em jogo. “Qualquer um pode se tornar uma vítima quando há tentativas da polícia em fazer o serviço e ela esbarra na barreira da língua”.

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